VOCÊ SABE O QUE É BURNOUT ?

A Síndrome de Burnout é caracterizada por um esgotamento físico, emocional e mental, causado por um estresse crônico desenvolvido em um ambiente de trabalho onde há uma sobrecarga de atividades. 

Diversos outros fatores podem influenciar o surgimento do Burnout. São eles: insatisfação profissional; relações desgastadas; dificuldade em impor limite nas tarefas, o que facilita o a manutenção da exaustão constante; ambiente de trabalho desorganizado e tóxico; etc.

É importante estar atento/a aos possíveis sinais, como: 

Estresse crônico: você não aguenta mais. As vezes nem lembra quando foi a última vez que esteve de bom humor;

Fadiga: cansaço constante, mesmo após um período de descanso;

Insônia: você não conclui o ciclo do sono, tem dificuldades em pegar no sono e/ou mante-lo com qualidade;

Queda na produtividade: você começa a notar que não produz como antes, devido a tantas tarefas que lhe são demandadas;

Concentração: você começa ter dificuldades para sustentar a concentração nas tarefas ou até em atividades mais simples.

O melhor tratamento possível é a prevenção. E a melhor prevenção é o autocuidado. A promoção do próprio bem estar emocional, envolvendo-se em atividades que lhe proporcionem prazer e relaxamento. Tudo isso envolve incluir hábitos saudáveis, como: atividades física; alimentação equilibrada; meditação e momentos de lazer com as pessoas que você gosta. Estes são apenas alguns exemplos.

Caso você tenha atingido seu limite, é importante procurar ajuda profissional, como um terapeuta.

A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é bastante eficaz. Sua linha de tratamento permite auxiliar o cliente/paciente na conscientização dos problemas no trabalho e suas causas reais. Após esse processo de identificação, terapeuta e cliente, em um processo colaborativo, irão traçar estratégias adaptativas.

É normal sentir ansiedade?

Frente a situações aversivas, que nos levam para fora da zona de conforto, a ansiedade é uma reação natural do nosso corpo, podendo nos auxiliar em diversas situações como: luta ou fuga; motivação para alcance de metas; facilitar aprendizados e superação de desafios; auxilio em tomada de decisões; entre outras questões. Essa ansiedade mais pontual, que ocorre uma vez ou outra, dependendo ainda do contexto, pode ser considerada – digamos com certo cuidado – “normal”. Costumo utilizar a palavra “normal” com tamanho cuidado, pois, padronizar a ansiedade, coloca-lá dentro de uma caixinha, de maneira a formar uma régua de medida, é algo praticamente impossível. Essa reflexão fica pra outro dia. O objetivo aqui é ser breve. Portanto, aqui a palavra “normal” tem como finalidade estabelecer um “ponto médio”, de equilíbrio.

A ansiedade é considerada patológica quando se faz presente de forma crônica em nosso dia a dia, sendo resultado de interpretações irracionais e desproporcionais de situações que, em tese, não condizem com um perigo real. Nesse caso, esses incômodos podem estar presentes de forma generalizada TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada); no âmbito social TAS (Transtorno de Ansiedade Social); como medo específico (Fobia Específica); ataque de pânico ou TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Em resumo, sentir ansiedade é algo natural de todo ser humano. Entretanto, quando presente de forma desproporcional e prejudicial em nosso dia a dia, casusando transtornos e nos atrapalhando a viver, forma-se um desequilíbrio. Neste sentido, torna-se necessária a busca por ajuda profissional.